quarta-feira, 18 de setembro de 2013

surf + moda + arte = Hanging Five

5 meninas + arte + verão + surf = HANGING FIVE - Este é o nome da coleção de verão da marca FYI [ ] da qual fui convidada para participar desenvolvendo estampas com minhas ilustrações.
Quem acompanhou, percebeu que ao longo do ano fui postando o processo dessa campanha. 

A coleção foi inspirada no estilo de vida de 5 meninas artistas, surfistas e cariocas: Eu, Diana Couto, Ana Luiza Sant'anna, Luiza de Moares e Marcela Witt. Cada uma com suas habilidades em arte, design, ilustração, fotografia e surf.

Criei estampas inspiradas no fundo do mar sob meu ponto de vista. A primeira impressão é de que são elementos surrealistas, mas a identificação com o mar é imediata. 

E ainda fizeram de surpresa uma camiseta com uma foto minha surfando! :) 
As outras 4 artistas também criaram estampas fantásticas e vale a pena conferir nas lojas ou no site: http://www.fyistore.com.br/ 


Foram mais ou menos 6 meses trabalhando em parceria com a FYI [ ], começando pela criação das estampas, gravação do vídeo da campanha, lançamento da coleção, festa de lançamento com exposição das 5 artistas e o Vogue Fashion's Night Out, com mais exposição e desfiles de moda.#vfno A expo do Hanging Five rolou em frente a loja da FYI no Village Mall, Rio de Janeiro. 

Foi muito gratificante fazer parte desse projeto com tantas pessoas talentosas e competentes!

Mais sobre meu trabalho:
http://www.patriciasodre.com/ ou http://www.behance.net/patsodre




Por Patricia Sodré


Minhas ilustrações que se tornaram estampas - FYI[ ] Journal

Gravação do vídeo da campanha da coleção de verão '14 Hanging Five

O time:
Ana Luisa Santanna, Luiza De Moraes, Di Couto, Marcela Witt, Patricia Sodré
A expo 
Equipe talentosa e competente


Minha foto na camiseta da FYI [  ] :)


Vídeo Campanha Hanging Five


terça-feira, 17 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Diário de uma Longboarder - Temple Uluwatu




Cheguei em Bali para mais uma temporada de onda, mas estou tentando pegar leve depois de todas as lesões que vem me ocorrendo nos últimos tempos.
E meu joelho não está 100% ainda.

Só assim para aproveitar uma pouco das atrações de Bali. Geralmente para quem surfa, a única atração acaba sendo as ondas.

A Indonésia é uma país muito religioso. Na maioria das ilhas o que predomina é o Islamismo.
Porém, Bali é uma das únicas ilhas predominantemente Hindu. Com cerimonias e rituais cultuando os seus vários deuses. 

Fui a um dos Templos Hindu, o Templo de Uluwatu, aberto todos os dias, em cima do Cliff de Uluwatu, uma das vistas mais bonitas que já vi, você pode ver os macacos sagrados (cuidado com seus pertences, [porque eles furtam) e também assistir a apresentação da dança ao por do sol.

Kecak é uma dança balinesa acompanhada de uma coro musical, cerca de 70 homens imitando o som de instrumentos musicais.
Essa dança é uma adaptação de rituais ancestrais , uma cerimônia Hindu que lava e purifica a vila de uma epidemia.
Ela também incorpora um dos episódios de uma história da tradicional cerimonia Wayang Wong, contada em mais ou menos 50 mil linhas.
Fala sobre uma princesa (Sita) que é capturada por Ravana, um  demônio que se apaixonou por ela,  e depois de algumas batalhas é resgatada por seu esposo Rama, encarnação do deus Visnu.

O misticismo, as cores, a delicadeza nas danças, suas crenças, as paradisíacas praias de Bali é algo que atrai turistas do mundo inteiro.
Vale a pena conhecer essa intrigante cultura.
:)

___________




I arrived in Bali for another holiday, but I’m still taking easy after so many injuries in so short time and my knee isn’t 100% yet.


That’s the only way to enjoy the Bali’s attractions.
Generally for surfers, the only attractions are the waves.

The Indonesia is a very religion country. The most island are Muslim. However, Bali is the only island predominantly Hindu. With many ceremonies and rituals to worship their various gods.

I went a one of the Hindu’s Temples of Bali, The Uluwatu’s Temple; it’s open everyday, on the top of the Uluwatu’s Cliff, the most beautiful view that I ever saw. You can see the sacred monkeys (Warning with your stuff, they can stole it) and you can watch the dance show on the sunset.

Kecak is a Balinese dance, accompanied of a chorus of about 70 men imitate the sounds of musical instrumentals.
This dance is an adaptation of the ancient’s ritual, a Hindu’s ceremony that washed and purifies the village during an epidemic.
It also incorporates some of the episodes of the traditional history Wayang Wong ceremony containing about 50.000 lines.
The History tells about a princess (Sita) witch is captured for Ravana, a devil who has fallen in love for her, so after some battles she is rescue for her husband Rama, an incarnation of the god Visnu.

The mysticism, the colours, the delicacy of dances, their beliefs and the paradisiacal beaches of Bali are something that attracts tourists around the world.
Worth knowing that culture.
:)


by: Fernanda Daichtman

Thanks: QIBA (Queensland International Business Academy), Prefeitura de Curitiba, Playground Surf Resort, Hurley Brasil, Evoke, HP.





















Terima kasih!!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Diário de uma longboarder - Made in Japan


photo: Yoshiro Takeda


É com enorme prazer que apresento minha parceria com Takeda Creations.

Yoshiro Takeda, shaper nascido no Japão mas com a alma de um Ozzy.
E como todo bom japonês,  tem a arte do perfeccionismo e habilidades manuais incríveis. Ao mesmo tempo um estilo alternativo e muito criativo.

Acompanhei Yosh trabalhando alguns finais de semana em sua fabrica.
É  nítida a sua paixão pelo seu trabalho.
O resultado não poderia ser diferente, suas pranchas são refinadas e muito funcionais, um verdadeiro artista.

Já experimentei algumas:

Log 9.6 – longboard clássico, monoquilha, com um peso considerável mas necessário para esse tipo de surf. É uma prancha de poucas curvas mas dá para se pendurar um bom tempo no bico.;

Log 9.2 também clássico monoquilha, epóxi, bem mais leve deixando ela mais manobrável;

E agora a mais nova aquisição, ainda não fiz o teste drive, ele desenvolveu a  MMM – Mini Mini Mal, um minilongboard 6.0.
Ficou pronta um dia antes de eu embarcar para Indonésia. Ainda não estreei, não vejo a hora.
Vai ser muito divertido.


De uma checada no site:





Photo:Yoshiro Takeda
On the Process






Photo: Yosh

Photo: Yosh


Por: Fernanda Daichtman


Quero agradecer a todos que de alguma forma tem me apoiado nessa minha jornada pela Asia e Oceania, QIBA (Queensland International Business Academy), Prefeitura de Curitiba, Hurley, Evoke, Playground Surf Resort e Holistic Pro Health Performance.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Uma Onda de Amor pela Vida

A ONG Parceiros do Mar – Instituto Renata Turra Grechinski lança seu primeiro vídeo, com o objetivo de conscientizar e alertar para os perigos da falta de fiscalização adequada no litoral, e promover a petição pelo projeto de lei pela delimitação entre áreas de pesca e lazer, considerada a ação prioritária pelos Parceiros do Mar.

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná se mostrou favorável ao projeto da ONG, que também prevê sinalização permanente em mar, lagos ou rios, para demarcar áreas de pesca e de lazer. Se aprovado, ficará proibida a pesca profissional ou amadora, com o uso de redes, a até 400 metros da costa, em locais pré-determinados por pesquisas que vem sendo feitas há mais de vinte anos pelos órgãos competentes, sem pré em diálogo com a população local.

Levando o Movimento Surf Seguro e o slogan “uma onda de amor pela vida”, o instituto busca a harmonia entre a pesca e o surf, sempre com o intuito de orientar os pescadores a respeito da colocação de redes e artefatos, assim como aprimorar o desenvolvimento da pesca e proteger o ecossistema local.

O lançamento do primeiro vídeo frisa a causa da existência da ONG, a partir de uma perda muito triste, o falecimento da jovem Renata Turra Grechinski, que ficou presa em um artefato de pesca clandestino enquanto surfava.

Entre nessa onda de amor pela vida, assine a petição:http://bit.ly/KfIk8o

sábado, 17 de agosto de 2013

Surfreak, manobras impussyveis: Caras e bocas

A pouco tempo um grande amigo jornalista, Alceu Toledo, lançou seu Blog e está demais, muito imformativo
Vale a pena dar uma conferida!!  

Surfreak, manobras impussyveis: Caras e bocas: Fernanda Daichtman exibe seu Evoke em vídeo comédia Num vídeo divertido do blog Na Praia Delas , das longboarders Fernanda Daichtma...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Diário de uma Longboarder - Aprendendo com as adversidades





Como já havia postado anteriormente, tive uma lesão no joelho durante minha estadia na Indonésia (2 meses), um cortezinho no  ligamento, resultado de muito surf , pouco alongamento e percebi também o quanto é importante um bom fortalecimento antes de uma temporada de muito surf.

Não precisei de cirurgia, porém estou sem surfar há 3 meses.
Apenas reabilitando e fortalecendo os músculos. A recuperação para esse tipo de lesão é lenta e requer muita paciência.

E é ai que começa a minha lição.
Paciência –“Virtude de suportar males e incômodos sem queixa e nem revolta. Qualidade de quem espera com calma.” (MICHAEKIS)

Não falo só como surfista mas como qualquer ser humano, é muito difícil ficar longe de algo que tanto ama e que te faz bem, sem se queixar.
Quer provação maior do que para um surfista ficar afastado do surf  por tanto tempo?
Deixa eu acrescentar mais drama nessa estória. Passar 3 meses  sem surfar em seu primeiro ano na Austrália, sendo que tudo é novidade, as ondas, as praias, as pessoas. Ver Snapper e Kirra quebrar perfeito, ouvindo todo mundo dizer que esse inverno quebrou como nunca.
Tão perto e tão distante ao mesmo tempo.

PACIÊNCIA

Mas como sou teimosa e as vezes cabeça dura,  não aceitei ficar parada, precisava fazer alguma coisa.
Então comecei a ir de skate para a aula e para o treino, em uma ciclovia na beira da praia, perfeita para andar de skate, uma pista, e esse se tornou meu meio de transporte.
Até que um dia levei um tombo feio, me ralei toda, ai pensei “Peraí, acho que é um sinal para eu sossegar”. Então parei de andar de skate, isso já faz mais de um mês.

Até que eu estava paciente. Muito focada na recuperação do meu joelho e também em meus estudos. Aproveitando a oportunidade de estudar inglês em uma das melhores escolas da Austrália.
A QIBA (Queensland International Business Academy), fica de frente para a bancada de “Super Banks”, e nesses dias atrás no break da minha aula, como de costume fui tomar um solzinho na sacada e ler algo. Para a minha “alegria”  avistei Kirra quebrando clássico. Em cada onda vinha um surfista escondido nos perfeitos e tubos de Kirra.
Confesso que não é fácil. Tem dias que fico triste, outros mal humorada, outros até esqueço e as vezes não resisto.
Nesse três meses na Austrália entrei no mar 4 vezes, mas só em ondinhas suaves e amigáveis para não correr o risco de estourar o ligamento por inteiro.

Já tinha começado a refletir e escrever o rascunho desse texto. Acho que escrevi isso para mim mesma, auto análise.
Estava vendo os sinais, mas não os entendia.
Até que aconteceu meu último incidente ou acidente, ainda não sei se foi imprudência minha ou foi um acaso.
Ontem fui dar uma surfadinha (rs) em Snapper, o mar estava quase flat, era mais uma remada do que surf, só para molhar o couro cabeludo, se é que você me entende. Quando em um tombo, sabe aqueles que acontecem de bobeira, foi ridículo, a prancha, um “LOG” que é como chamam os shapes clássicos e pesados de longboard, voltou na minha boca com muito força.
A minha primeira reação foi botar a língua no dente para ver se havia quebrado, para a minha sorte não aconteceu nada com o dente. Só o que me faltava sair banguela do mar (risos), mas logo minha língua passou pelo meu lábio e senti um buraco e vi o sangue pingando.
Pronto, saí da água e logo Audrey, uma das gêmeas que me referi na ultima matéria que postei, me ajudou a chegar até o salva vidas que me orientou ir para o hospital, pois o corte estava bem fundo.
Sentada na cadeira do Salva Vidas, com um gaze na boca tentando estancar o sangramento, esperava minha carona para o hospital, meu amigo e treinador Rodrigo da HP, vi algumas baleias pulando e se exibindo em Rainbow Bay, em um lindo domingo ensolarado, dia dos pais no Brasil, grande presente para mandar para meu pai, pensei comigo “Nem tudo estava perdido”.
Resultado levei 6 pontos nos lábios e fiquei com a boca da Angelina Jolie.

Sobre a lição de todos esses incidentes, ainda estou processando em minha cabeça.
Porém,  o que acredito ser o mais importante, é a forma como reagimos a cada situação e tentar tirar proveito disso. Como um ensinamento.
O “porque” de terem acontecido essas coisas?
Não acho que seja má sorte como muitos pensam, mais sim sinais que a vida nos dá para aprendermos algo, no meu caso foram uns 3 sinais. (rs)
Como diria minha sábia vozinha: “Quando a cabeça não pensa o corpo padece”.
Espero que não fiquem impressionados com as fotos, eu sobrevivi!
BJocas

Por Fernanda Daichtman


Quero agradecer a todos que de alguma forma tem me apoiado nessa minha jornada pela Asia e Oceania, QIBA (Queensland International Business Academy), Prefeitura de Curitiba, Hurley, Evoke, Playground Surf Resort e Holistic Pro Health Performance.

n 1 -  joelho

n 2- ralado

n 3 - boca